quarta-feira, 20 de abril de 2005

o possível e o mais longe...

Quisera decifrar as nuvens que se fazem pedra ante teu passo, e soprá-las fazendo-as neblina de umedecer sementes em aléias a te acompanhar.
Pudesse eu conter intempéries e fazer sombra para a hora do teu cansaço, o riso teu seria meu júbilo, porém isso te faria talvez menor do que sejas. E porque das pedras do teu calçado sei que haverás de esculpir degraus bem talhados para um andar profícuo, ofereço apenas um ramo de flores azuis colhidas ali no jardim que pouco cuidamos para despertar-te das mazelas que o dia úmido possa ter plantado em teus planos.

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