domingo, 26 de junho de 2005

Passo



pode ser caminho aberto, pode haver margem - que seja coluna, troncos encimados de folhas pendentes de outono recém findo ou aléias floridas, mas que haja curso, fluidez, corrente.
que nos poupem os ventos rigorosos, e que nos alegre o sol ou ao menos nos console o barulho da chuva no telhado afetuoso que nos recebe.
enfim, que vejamos rumo e nele haja persistência e renovação, e sempre assim a cada fatia nova do mês, em cada porção servida nas frações do relógio.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tomei um susto. Veja a foto que está na ZH de hoje (página das socialites). Excetuando-se a perua rica, é quase a mesma.

Belo texto. Quase me convenceste a não gostar dos ventos rigorosos. Fico com sol e frio, meu clima preferido. Meus filhos acabaram por fazer-me detestar a chuva, impeditiva de passeios.

Beijo.

Anônimo disse...

Segundo caderno, página 2. É muita coincidência.