quarta-feira, 13 de julho de 2005

amar é...

Coisa talvez fora de moda nos dias de hoje. Ou um bocado confusa no mundo cheio de desencontros, virtualidades equivocadas e receitas fáceis de felicidade instantânea em que vivemos.

Não tenho pretensão de conceituar, definir, esclarecer. Quando muito consigo tirar meus próprios pés do atoleiro sempre disponível no charme da melancolia cultivada. Mas não posso evitar o formigamento de umas perguntas que me chegam quando deparo-me com gente sem peito para nomear-se, exercitando o mais raso da atividade humana de disseminar fel emocional - veneno volátil para consumir a paz alheia. Matéria essa que se custa tanto a encontrar o rastro, colher sementes e depositar em vaso de terra bem preparada. Coisa frágil que se despedaça ao menor descuido com uma brisa mais gelada.

Deve ser desassossego. Mas isso eu mesma já vivi tanto. Tanto, aliás... que esgotou-me, ou atropelou-me, forçando revisão de rumos para assegurar a respiração tão necessessária à manutenção do organismo.

Descarto a alternativa de desassossego, porque nos meus, jamais ocupei-me de lançar mensagens anônimas para atiçar desafetos ou instilar mágoas alheias. Voto no vazio, que sempre se busca preencher com o mais acessível de momento. Poderia consumir tempo listando outras possibilidades, mas desisto, porque desinteresso-me das insanidades alheias. Vale-me bem mais tratar de minha própria saúde emocional e retornar ao tema consitente do dia que se abriu em sol para as azaléias:
Comemoração!

Dia 13 é sempre festa, pois depois dos 7 anos já festejados em abril, fecham-se hoje 7 meses das novas - e lindas - alianças em nossas mãos, que seguem agora mais entrelaçadas que em toda a história de antes. Porque amar é mais que idílio de quando não se conhece o outro, vai além de jogos verbais para aplacar dores mal resolvidas, tangenciadas... ultrapassa as facilidades do convívio superficial. É por isso, pelo azul do olhar amado, pelas explosões que nos banham madrugada e aconchego adentro, pelo jardim que fazemos e pelo que planejamos, que posso assegurar a mim mesma do que seja A.mar.

Um comentário:

Anônimo disse...

1121264931
Id comentário: 1752239
Nome: Milton Ribeiro
WebSite: verbeat.com.br/blogs/miltonribeiro/
Data: 13/07/2005 12:25:36
Email: mlcr57@terra.com.br
IP: 200.180.191.142
Texto impecável. Para ser bem franco, retiraria ou alteraria a primeira frase. Apesar da merecida deleção, esta frase, coitada, não sabia do que viria depois e ficou lá, meio boba, lendo o resto perfeito.

Um beijo e parabéns pelos 7 meses em suas mãos.