Tenho sentido menos sono, embora durma a mesma reduzida quantidade de horas cada madrugada. Não sei se posso avaliar isso como algo bom. Talvez deva, na medida em que sinto-me mais ereta para vencer a vontade de cama pela manhã.
O retrato de Frida com suas estruturas metálicas trespassando a coluna já não me ocorre como representação válida. Matei a Frida em mim - ou fizeram-me atirá-la precipício abaixo - embora ainda emocionem-me suas tintas e traços lúgubres misturados com vivacidade latina. Assassinei outras em mim, porque roubavam-me um tanto grande de fôlego e cor - um tanto que talvez nem desconfiasse ter.
Inteira. Ainda que não una. Oscilarei ainda com a tonalidade do dia... por invencível não me pretendo. Alguns equívocos, entretanto, sei que não haverei de repetir.
Também o frio tem me afetado menos. Seja pelo calor desfrutado em fogo ou sedA., seja pela atitude lógica de agasalhar-me adequadamente. O vinho em belos cálices também ajuda, é claro. E registro isso porque o dia, apesar de mui cinzento, imprime-se para mim com o conforto de compartilhar, na cama, o café recém-passado acompanhado de bolo de côco e suco de laranja. Porque a noite teve luz tênue de lua e vela e suores ternos precedendo o sono que recobre o aplacar do incêndio. Isso torna a necessidade de enfrentar o vento úmido desta cidade palatável. Bom dia, então!
terça-feira, 26 de julho de 2005
Another Self-Portrait
Postado por
Laura Paz
às
08:37
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3 comentários:
Muito vinho, Laura. Mas ele me faz dormir melhor. Beijo.
P.S.- 2 x 1? Pois é, mas não falemos mais em liderança, tá?
Já leste? Sabias deste comentário semanal? Aqui: http://www.portao8.com/comentario.htm
Besos.
Hum, bom dia pra vocês também. ;-)
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