Tenho lido inícios. É curioso e confortante, quase como um diálogo, devorar os primeiros textos de autores admirados. Encontra-se imprecisão e sobras e faltas, mas sempre uma inteireza que já se impõem por trás do esboço que qualquer obra pode ser de suas subseqüentes. Depois de retalhos de Mrs. Woolf, Caio 3D - O Essencial da década de 70. Misto de apontamentos - alguns que não são nada além de angústia sem rumo - de madrugadas sem cor com luas indecentes e facadas densas. Facadas que acertam sempre naquele ponto preciso que trespassa um certo tipo de gente que talvez sejamos os que têm na palavra leme, porto e nalgumas vezes naufrágio que depois nos faz brotar sempre e a vida toda. Engasgo ao ler O Ovo. Faço anotações com caneta, sublinho, discuto, rio, sugiro e torço. E lembro de quando ele morreu. E de quando fui ouvir a leitura de sua correspondência com Hilda - em Hist. Vem a raiva de quando roubaram-me a edição surrada de Morangos Mofados que li umas 4 vezes entre os 14 e os 25. E lembro que vou pensar ainda nele e em Virgínia quando publicar o livro solo. Sobre as dobras do relevo carioca, mergulho no tanto que ainda me flui essa edição de páginas pouco alvas.
A.mor, foi um puta presente de dia das namoradas!!!!
quarta-feira, 6 de julho de 2005
Leituras aéreas
Postado por
Laura Paz
às
22:47
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Um comentário:
Devo confessar: estava todos os dias e esperando por ler um post seu. Bom... estou agüentando o frio. E, puxa, tanta coisa me passa pela cabeça. Transmita meus beijos a A. ;-) E que A. transmita os meus a ti.
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