Ainda sobre Los hermanos...
O show de terça no Opinião, apesar de ter começado com 1 h de atraso e da acústica questionável no mesanino, foi ótimo. Os meninos são muito simpáticos e tem uma voz doce e cadenciada, um pouco bêbada - na medida para suas letras nada óbvias.
Além das frases preciosas, bem talhadas. Vejo na estrutura de muitas letras, uma construção cuidadosa. Essa mesma que postei uns dias atrás, soa assim como um diálogo, uma imagem do tempo fluindo num ciclo-espelho simétrico. Começa na extremidade vivida que se dirige para um centro-encontro e termina na outra ponta a narrativa da vida por vir, pulsando uma sensibilidade inteligente de saber-se possível alguma paz. Ou a narrativa do saber feito de caminho, que admite arrependimento tranqüilo sendo percebido ou visto pelo reflexo da curiosidade que aceita a tolice mas aproveita a experiência e explora a intuição e produz das conversas que se vão por dentro, um guia amigo.
Não parece a vida inteira e emendada, indo de um avô querido ao neto que não é sucessor, senão ele mesmo ao longo dum aprender circular que, infelizmente, não é fato corriqueiro nas vidas que rolam e entrechocam-se por aí?
Buenas... a maionese hellmans, segundo dizem na Sbórnia, continua sendo a verdadeira e eu peguei passagem na janela da embalagem.
sábado, 27 de agosto de 2005
"é quase lá..."
Postado por
Laura Paz
às
10:09
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