domingo, 27 de novembro de 2005

Deus e o metro

Íamos ao meio da garrafa de um Casa Silva quando nos vimos a discutir a relatividade de conceitos criados pelo homem e desembocamos no caso de convenções como deus e o metro. Essencialmente coisas que não existem para além de concepções ou acordos coletivos de crença. Ambos utilíssimos, nenhuma de nós duvida. A questão em cheque era o que importa e o que não, o que vale mais, o concreto. A célula e os conjuntos dela derivados, por exemplo, existem e, entendamos ou não, são críticos em nossa vida. Não é um contrasenso que se as valorize tão pouco frente às convenções da cultura vigente? Elas - as células não são as únicas concretudes preteridas. Nada contra o deus alheio e menos ainda contra o metro - padrão de medida imprescindível para incontáveis instantes na vida. Mas não fica um certo mal-estar com a força avassaladora do conceito e da cultura sobre nossos passos cotidianos? Para mim fica. E daí? Daí nada, era sexta-feira, semana vitoriosa, dia feliz. Comemoração e elucubrações.

4 comentários:

Anônimo disse...

Agora mais sóbria, posso dizer que metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo em um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo. Deus eu não sei o que é. Eu já falei que te amo?

Anônimo disse...

Às vezes tambem me pego sufocada pelas verdades preestabelecidas...ainda bem que estamos sempre a nos refazer, não? Um beijo afetuoso, e obrigada pela visita!

Anônimo disse...

Casa Silva... Hmmmm

Anônimo disse...

Casa Silva... Hmmmm