terça-feira, 3 de janeiro de 2006

2006

O verão anda tímido, mas isso não chega a comprometer o gosto satisfatório que janeiro costuma pintar-me nos cachos e na preguiça que sucede o almoço. Muito mais haveria para divagar, mas ando mais inclinada à caneta e a vida de atividades braçais. Pouco ânimo para virtualidades, excetuando-se a atenção devida aos amigos.
Que janeiro inaugure um ano muito rico para quem queira assim fazê-lo.

3 comentários:

Anônimo disse...

ESPANTALHO
by Ramiro Conceição




E se o espantalho relatasse histórias
que aprendeu com o saci-pererê?
E se soubesse de coisas que não se aprendem
na infovia ou na tv ?
Será que não haveria mais sabedoria
diante das criaturas que ele vê?
E se o espantalho criasse músicas, poesias
e buquês?
E se inventasse por quês?
Será que o homem não seria a humanidade
que se crê?

Anônimo disse...

De certa forma, meus posts têm sido partos fáceis, mas raros neste período. Estou mais inclinado às leituras, principalmente pelas lições de cinema de Truffaut. Bem, fases. Beijos.

Anônimo disse...

Desculpe-me!
Cheguei aqui
sem aviso prévio;
sem nenhuma nota
introdutória;
sem nenhum
olá!

Então, aqui estou:



POEMA QUÂNTICO
by Ramiro Conceição


Sou um terrível assassino,
um demônio, um anjo divino,
um imbecil qualquer,
um gênio, um macaco,
milhões de átomos, um ser,
um planeta, uma galáxia,
a verdade ou a mentira,
um verso torto, ingênuo — ou a Poesia.
Tudo é função do estado mais provável
de ser no tempo, com todas as incertezas...
das palavras!