Enquanto capitais e outras cidades sucumbem à selvageria implícita no homem desde sempre, aqui por perto uma inusitada e interessante decisão judicial me chamou a atenção. Uma ilha fora do trivial da impunidade que vem a calhar para chamar à realidade alguma alma infectada pela pequeneza.
"[...] uma mulher resolveu
tripudiar sobre a esposa do amante. Para a Justiça os constrangimentos
causados à esposa traída geraram dano moral que justifica uma reparação. O
entendimento é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul, que condenou uma telefonista, amante do patrão, ao pagamento de R$ 5
mil à mulher dele. A decisão foi unânime.
[...] a autora da ação recebeu uma ligação em que a amante de
seu marido afirmou: "Tu sabias que teu marido adora sair comigo?". [...]
Depois de três meses, a amante foi até a loja de propriedade do casal
exibindo a barriga de gestante. Consta, ainda, que em outra ocasião ela
ligou para o celular da mulher, interrogando acerca de supostas fofocas que
teria feito ao marido. [...]
[...] a ré recorreu ao Tribunal gaúcho. [...]O relator salientou que as ligações
telefônicas foram realizadas em reiteradas ocasiões "exorbitando-se à esfera
restrita ao relacionamento da autora, de seu ex-cônjuge e da ré. Decerto, o
constrangimento impingido à autora escapa à normalidade, em que pese também
possuir origem em foro íntimo."
O desembargador entendeu que a prova testemunhal trazida aos autos,
demonstram o caráter "espúrio" dos procedimentos da apelante. [...] No que tange ao nexo de causalidade este exsurge das
condutas levadas a cabo pela demandada e que geraram constrangimento à
autora."
Processo 70013199039
Apelação Cível 70013199039"
Ou seja... uma cretina atazanando a vida de alguém sem qualquer justificativa que não a falta de caráter e paz de espírito, vai sofrer no pedaço mais delicado do ser - o bolso.
segunda-feira, 15 de maio de 2006
crônicas sobre a desordem e alguma justiça
Postado por
Laura Paz
às
22:29
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Um comentário:
ótimo! quem dera que fosse sempre assim. E acho mais, ele deveria pagar a conta também.
Um beijo, Laura!
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