Dia desses, participando dessas maravilhosas dinâmicas de grupo para diagnóstico de perfis profissionais aos quais executivos de grandes corporações são compelidos a comparecer, dispersei-me gradualmente da voz monocórdia para aproveitar a fagulha de uma frase da instrutora... estava perdido nas profundezas de minha pasta desorganizada e achei que calhava bem para um sexta-feira que me recebe de braços preguiçosos.
não acredito em sorte, mas na surdez teimosa às evidências que captamos o tempo todo e descartamos - seja pelo despreparo para entender ou pelo hábito de autoflagelo repetido desde a casa-mãe. autocondenação é tão danoso quanto autopiedade...
é de se esperar que depois de meia dúzia de tombos, restem poucas desculpas para a cegueira do que se insinua ou se explicita. há que se dilatar ouvidos, olhos e pele para as percepções necessárias.
enfrentamentos podem ser requeridos, mas é bom pensar que energia é recurso limitado e, portanto, deve ser bem empregada. mudanças são sempre possíveis, ainda que custosas. peso demais para coisas banais diante do fabuloso que é um germinar ou um florescer ou mais: os vôos que dispensam motores.
que o riso valha mais que o medo é lição que ainda falta sair das telas de animações para o passo diário da civilização.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Devaneios durante o tédio
Postado por
Laura Paz
às
16:09
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