domingo, 15 de julho de 2007

O Guaíba

O lago que encanta e desilude a capital divide cidades, cenas, sentidos. Ao sul, e pode bem ser o mesmo tipo de sul que Borges refere, em uma margem o bairro Tristeza, na outra, um outro, chamado Alegria.

Eu, que não sei nadar, adoro corpos d'água, e esse, especialmente. E hoje essa divisão geográfica que ele determina serve de metáfora para outras divisões. Do lado de cá do lago, onde vivo, muito perto do bairro de nome Alegria - emoção potente que descobri e adotei como regra preferencial à melancolia - seguirão os cães, jardins, aromas de fogo, quarto ensolarado e vizinhança pacata. Mas paira do lado de lá a perplexidade da perda precoce.

Guardo acordes e duendes e sigo no cultivo daquilo que sua dança sempre inspirou. E porque hoje o sol nos veio visitar, vamos devorá-lo!

3 comentários:

Anônimo disse...

Belo texto, mas... minha nossa, não sabes nadar?

Custo a conceber que esta mulher agitada, convulsiva nas letras, "apaziguada" no sapateado flamenco e que gosta do clima quente, não se atire mar afora. Porém assim é, ou deve ser.

Beijo perplexo.

Anônimo disse...

Sei de quem falas do lado de cá do rio. Não sabia que você faz flamenco lá.
Precoce perda.
Beijo

Anônimo disse...

Eu também adoro corpos d`água. Como fui criado na campanha, sempre fico perplexo em frente ao mar.
E tu continuas escrevendo cada vez melhor!
beijos.