quinta-feira, 8 de setembro de 2011

tempo, tempo, tempo


Há tempos em que flores surgem em qualquer ponto da grama ou da folhagem abandonada aos descuidos do inverno, e dá vontade de preservar as pétalas perto da vista, se deliciar com o verde surreal através do vidro.

Vez ou outra, num dia qualquer, é momento de lembrar o aniversário de contratos celebrados com euforia, de ajustar os termos que não estejam a contento de planejar os ganhos que adivirão de sua continuidade e seguir celebrando os dias em que a chuva lava janelas, alma e bom sono.
Há o tempo de se exercitar paciência com a construção, com o trânsito, com o barulho da vizinhança e na noite desses dias em que se colheu flores, rir com desdém de tudo que tenta bulir com a paz.
Sempre é o tempo do aconchego, da confiança, da certeza de querer continuar. Sempre tem sido, o nosso tempo. 8 de setembro seja sempre tempo de novamente assinar os termos do tempo de bem viver.

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