é quando o céu se turva e cega de trovões enquanto suscita gritos e derruba afetos.
é onde o tempo congela nos dias de infortúnio para ecoar repetições vazias que se fazem pedra robusta no caminho do riso.
é quem sufoca o óbvio para ceder espaço ao macerado onde nada brota.
é o outro que sucumbe ao desespero da descontinuidade e sela o pacto repetindo sua parte da coreografia no ato que supunha findo
é como um abismo, uma vertigem recorrente, um gosto amargo na xícara e um outro mais duradouro no sal do olho.
na sala flores murchas, no céu a noite.
segunda-feira, 9 de maio de 2005
chuva no lugar de flor
Postado por
Laura Paz
às
22:26
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