domingo, 19 de junho de 2005

Parada quase II, das missões possíveis



Eu que confio mais na eficácia da micropolítica, já comentei o que achava necessário sobre o "racha" que levou à multiplicação das Paradas em Porto Alegre.

O público hoje, provavelmente bem menor, não desmerece a causa - que, aliás, deveria ser desnecessária, uma vez que a vida erótico-afetiva de um indivíduo diz respeito somente a ele e à outra parte envolvida.

Mas como "todo mundo quer saber com quem você se deita", que se diga então... e que se finque o pé quando for preciso para que ninguém se sinta no direito de interferir nisto.

Duas coisas dos discursos proclamados lá hoje valem a pena: 1) a questão "homossexual" não se restringe à sexualidade; que não se esqueçam da afetividade - essa coisa essencial que as vezes complica a vida da gente; 2) homossexuais pagam impostos, portanto... bem aqui pode se encerrar qualquer discussão sobre a pertinência de direitos iguais, não!?

E para não dizer que não falei de festa, nesse domingo dancei mais que no anterior. Suei muito apesar do frio, e fiquei com o braço doendo de movimentar aquela bandeira linda que amarraram atrás de um dos carros de som.

4 comentários:

Anônimo disse...

Visões diferentes... eu gostei mais da anterior, por motivos estritamente pessoais: porque fez mais sol e porque minha mãe estava comigo.

Anônimo disse...

E, engraçado, os títulos dos nossos posts ficaram parecidos. rs

Anônimo disse...

Puxa, nem fiquei sabendo da Parada II. Prova de que os heteros não estão nem aí? Pode ser. Podes julgar, ora.

Passeando por teus posts antigos, li um que quero comentar. Há uma extraordinária biografia de VWoolf escrita por seu sobrinho, o escritor (e bom) Quentin Bell, filho de Vanessa, sua irmã. Há muitos excertos das cartas de VW espalhados pelo livro. É muito bom.

Mas mesmo para o sobrinho - um quase contemporâneo nosso -, parece haver grandes problemas ao comentar sobre a identidade sexual de VW. Sabe-se o maridão Leonard não interessava-se por sexo (alguém acredita nisso?) e que o grande amor de Virginia foi a amiga Vita Sackville-West, a quem Orlando é dedicado.

Tenho o livro de Quentin em versão quase destruída, pois o li e reli várias vezes e costumo fazer anotações nos livros, concordando ou brigando. Poderia mandá-lo junto com o Tchekhov por um moto-boy. Seria um grande passo para o grande dia em que nos conheceremos, finalmente. Afinal, estamos já um ano atrasados!

Não preciso dizer que VW é uma de minhas campeãs. Viste o filme aquele? Aquele que esqueci o nome! Ah, As Horas. Se não viste, vá na Espaço Vídeo, pegue As Horas e veja. É grande cinema. É um grande livro também, de Michael Cunningham. Vale a pena ler.

Aproveite e retire junto do-Pôr-do-Sol, uma obra-prima de roteiro.

Desculpe, escrevi demais. Beijo.

Anônimo disse...

Errata: "Antes do Pôr-do-sol".