Começa com chuva o horário brasileiro de verão. Adoro este período pela garantia ilusória de dias mais longos. Aumenta também a sonolência que vem na carona do maior tempo dispendido na rua ou nos canteiros do quintal, ou mesmo com as conversas animadas na sacada - driblando os mosquitos. Ilusória, essa tal garantia, porque não existe milagre. Obviamente não há mais minutos no dia à nossa disposição para aquele livro que cobiçamos retirar da estante a tanto tempo, não se abre um rasgo no caminho dos ponteiros que nos permita uma caminhada longa às margens do lago sem interferir no tempo para a organização da roupa na lavanderia e da louça na pia da cozinha. Não... o dia continua do mesmo e exato tamanho - embora ao longo dos anos ele me pareça cada vez mais curto. Mas aqueles da tribo adepta à luz solar ganham a satisfação de terminar os atropelos do dia na boa companhia do redondão amarelo. E, a propósito, cadê ele!?
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
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3 comentários:
O sol é necessário.- sempre.- / a cada dia.. parece que a nossa vida encurta mesmo. e tudo é ilusão. -- gostei do teu espaço
abraços
Ele tá aí, ó! Obrigado pela correção e pelo elogio. Estou atrapalhadíssimo e só agora vou ler teu e-mail (da Laura).
Beijão.
Estou na contramão daqueles que reclamam do horário de verão. Adoro sair do trabalho e ainda ter dia pela frente. Fico mais ativo. Gosto também do friozinho matinal desta época. E gosto de gol a nosso favor aos 48 minutos do segundo tempo, ainda mais se for no Boca, ou no Grêmio, ou no Corinthians...
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