quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ondas e chamas




Ondulações, frenesis, calor. A desordem de roupas pelo chão não turva a harmonia da penumbra e os livros não denunciarão o que se esparramou da chaise para o tapete e o dourado que do cálice escorreu pelo canto do lábio e acelerou o arrepio que a língua colheria ávida depois dos cabelos se espalharem no tecido sedoso.
Alecrim era o cheiro antes da saliva e outras águas fluírem no ritmo do blues. Depois os perfumes, aquecidos no movimento que deixou cansaço saboroso para que a brancura do lençol acomodasse sonhos de céu e flor.

5 comentários:

Andréa disse...

Tal e qual, e eu te amo!

Anônimo disse...

Lindo,tesudo e sensual...ai, acho que preciso de ar. Risos.
beijos.

Anônimo disse...

Nossa...!! que intenso.
Amei o Post.
Beijo, queridas.

Simone M disse...

sui generis
;o)

Anônimo disse...

Impecável como sempre!
E o Gremio, hein?!
beijo, coloradas.