Entre a filosofia, a futilidade e as religiões persiste um certo senso comum sobre a razão do existir - aplicável à aventura humana no planeta, às cores da última coleção de moda ou aos mandamentos desta ou daquela seita.
Felizmente, há outras abordagens sendo expressas que levantam ao menos a duvidar dessa necessidade compulsiva de relacionar causas e efeitos. E se por acaso somos mero acaso? O que acontece de trágico se nos dermos conta de que nossos contornos não resultam de ações do dedo divino? Tudo perde sentido se existirmos sem ter o nome gravado na história ou sem acumular todos os bens ofertados nos comerciais da TV?
Umas tantas outras interrogações poderiam ser despejadas aqui, mas um ensaio de resposta possível é essa florada que sobreviveu à fome dos hymenoptera que vivem no jardim aqui de casa junto com várias outros representantes de diferentes ordens do reino animal e nos privaram de uma explosão amarela em maior número.
Estas restaram, ou resistiram - dependendo da ótica. Sem nenhuma razão, mas trouxeram espanto contente para a manhã de uma e alento para a tarde cansada de outra. Resultado? Riso para partilhar à noite e dispersar no espaço.
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