sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sempre-vivas


Não foi ontem à noite, como ficaria mais bonito descrever. Mas não importa, porque também haverá o mesmo, ou mais, em muitas outras noites, de lua ou não, de verão ou outono. Já faz uns dias, mas ficou a impressão na pele com força bastante para ultrapassar a barreira de febres e dores e resistir para derramar-se aqui.

Foi um poema robusto que brotou sob a suavidade que tua mão esculpia-me como a passear sobre mim-argila úmida, pronta para moldar-me gozo, sonho e gostos fluídos.

Um poema feito de movimento lânguido, seguido de enrosco sonolento e comemoração múltipla no acender do dia - uma data nova a ser colorida em nosso calendário profuso de razões boas.