Manhã bem cedo: sono e Ipês amarelos, intensamente amarelos.
Perto do meio-dia: ali pertinho de uma das pontes, um cavalo morreu. A família que o explorava cercava o corpo volumoso, as crianças talvez com pesar, os adultos preocupados com o sustento. Sem juízo de valor sobre o caso, na volta o cavalo inchando sob o sol pálido. Já sozinho. Será que a prefeitura foi acionada para remoção do cadáver?
Agora: Depois da correria estabelecida como rotina no trabalho de todos que têm um, um tempinho para respirar fundo, um copo d'água, a memória boa das flores do ipê, saudade antecipada da amA.da a vários quilômetros, vaga tristeza pelo cavalo e uma comichão na ponta dos dedos para retomar a escrita. E assim retorna a voz e o ouvido desse território.
Daqui a pouco, novamente os ipês, o tablado e , por fim, os brotos no jardim a receber-me.
segunda-feira, 10 de outubro de 2005
BR 290 e a vida em geral
Postado por
Laura Paz
às
16:33
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
Sorte que minha filha não viu o cavalo. Para ela, não seria uma vaga tristeza.
Mas o importante neste momento é saudar a bendita comichão que me dá leitura e voz - ainda que sem som.
Um enorme beijo à dupla!
Bom te ter de volta, e os comentários que me permitem te parabenizar pelas impressões belamente expressas. ;-)
Postar um comentário